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Quando o Instagram foi criado? Saiba mais

Imagem de um celular no site do Instagram

O Instagram é uma plataforma de mídia social voltada ao compartilhamento de fotos e vídeos que, em pouco mais de uma década, se consolidou como um dos serviços digitais mais influentes do mundo, com mais de dois bilhões de usuários ativos mensais em 2022. Criado em 2010 e hoje pertencente à Meta Platforms, o aplicativo tornou-se um dos principais espaços globais para conexões pessoais, produção de conteúdo e publicidade digital.

Origem e criação do aplicativo

A história do Instagram começa com Kevin Systrom, formado em Stanford e ex-funcionário do Google, que desenvolveu inicialmente um aplicativo chamado Burbn, inspirado em sua paixão por uísque e pelas então populares plataformas baseadas em localização, como o Foursquare. O Burbn permitia que usuários fizessem check-ins e anexassem fotos, algo ainda pouco explorado nas redes sociais naquele momento. Após receber investimento e convidar o também ex-aluno de Stanford Mike Krieger, que tinha experiência na plataforma social Meebo, a dupla decidiu simplificar o produto, focando totalmente em fotos feitas em dispositivos móveis e rebatizando o serviço como Instagram.

Os fundadores adotaram uma filosofia de minimalismo, concentrando o app em imagens, filtros, comentários e curtidas, sem recursos excessivos que pudessem dispersar o uso principal. A aposta foi em uma experiência móvel otimizada, escolhendo lançar apenas para iOS e tirar proveito da câmera significativamente melhorada do iPhone 4, o que favoreceu a rápida adoção entre usuários de smartphones.

Lançamento, crescimento e venda ao Facebook

O desenvolvimento do protótipo avançou rapidamente, e as primeiras fotos internas foram publicadas em julho de 2010, ainda antes da abertura ao público. Em 6 de outubro de 2010, o Instagram foi lançado na App Store da Apple e alcançou cerca de 25 mil usuários já no primeiro dia, um marco que evidenciou a força do conceito. Menos de três meses depois, a base de usuários já havia chegado a um milhão, consolidando o aplicativo como um fenômeno em crescimento acelerado.

Esse sucesso chamou a atenção de investidores e possíveis compradores, culminando na aquisição do Instagram pelo Facebook em abril de 2012, apenas 18 meses após o lançamento. O negócio foi fechado por aproximadamente 1 bilhão de dólares em dinheiro e ações, concluído pouco antes da oferta pública inicial de ações do Facebook, o que reforçou a importância estratégica da plataforma de fotos dentro do ecossistema da futura Meta.

Principais recursos e funcionamento do Instagram

O Instagram foi concebido como um serviço relativamente simples, centrado na publicação de fotos e vídeos curtos que compõem o perfil de cada usuário. Esses conteúdos podem ser exibidos publicamente ou restritos apenas aos seguidores, permitindo desde perfis abertos de criadores e marcas até contas privadas de uso pessoal. A plataforma oferece dois canais principais de publicação: o feed, onde os posts permanecem de forma permanente no perfil, e os Stories, seção em que fotos e vídeos desaparecem após 24 horas, salvo se forem arquivados.

Além dos posts tradicionais, o Instagram permite transmissões “ao vivo”, em que o usuário envia vídeo em tempo real a quem o acompanha. A interação entre pessoas é ampliada por mensagens privadas, os chamados DMs, que podem incluir fotos e vídeos permanentes ou conteúdos efêmeros que somem após visualização, em formato semelhante ao do Snapchat. As conexões se constroem pelo sistema de seguir e seguidores, com todas as contas seguidas reunidas em um feed único e com possibilidade de explorar conteúdos populares por tema ou hashtag.

Edição de imagens e evolução técnica

Desde o início, o aplicativo se destacou pelas ferramentas de edição em poucos toques, com filtros que alteram iluminação, cores e texturas, além de efeitos visuais e sobreposições gráficas. Com o tempo, a plataforma adicionou textos, gifs, ícones e elementos como orelhas de gato ou chapéus virtuais, tornando o processo de criação mais lúdico e visualmente impactante. Originalmente, todas as imagens precisavam ser quadradas, com 640 por 640 pixels, adequadas à largura da tela do iPhone, o que gerou uma estética característica dos primeiros anos da rede.

Em 2015, o Instagram flexibilizou essa limitação ao expandir o tamanho máximo para 1080 pixels, abrindo espaço para formatos retangulares e maior qualidade de imagem. Os posts no feed podem incluir legendas com texto, marcações de localização (geotagging) e tags que apontam para outros usuários, além de hashtags que facilitam a busca temática de conteúdo. Os usuários ainda podem comentar e curtir por meio do ícone de coração, enquanto nos Stories a interação é feita com reações em emoji ou respostas diretas via mensagem privada.

Modelo de negócios e plataformas suportadas

O uso do Instagram é gratuito, e a receita é obtida principalmente por meio de anúncios exibidos dentro do app, em linha com o modelo adotado pela empresa-irmã Facebook. A popularidade da plataforma entre marcas e criadores transformou o feed e os Stories em vitrines de publicidade segmentada, impulsionadas por dados de comportamento e interesses dos usuários. Essa lógica de monetização permitiu à empresa crescer como peça central da estratégia de negócios da Meta no segmento de mídia social visual.

Depois de estrear no iOS, o Instagram foi progressivamente expandido para outras plataformas, o que aumentou seu alcance global. Em 2012, foram lançadas as versões para Android e Web, seguidas pela versão para Fire OS em 2014 e pelo aplicativo para Windows 10 em 2016, consolidando a presença do serviço em praticamente todos os principais sistemas.

Influência cultural e papel dos influenciadores

Com o aumento massivo da base de usuários e o apelo visual, o Instagram tornou-se um ambiente privilegiado para marcas e anunciantes, impulsionando o surgimento da figura do “influencer”. Influenciadores são pessoas que constroem grandes audiências na plataforma e utilizam esse alcance para promover produtos e serviços, muitas vezes de forma integrada ao conteúdo cotidiano. Eles costumam ser disputados por marcas, recebendo remuneração financeira e produtos gratuitos em troca de posts, reviews ou simples menções de determinado item em fotos e vídeos.

Esse fenômeno ajudou a redefinir estratégias de marketing, deslocando parte dos investimentos da publicidade tradicional para campanhas baseadas em credibilidade percebida e engajamento em redes sociais. O Instagram, nesse contexto, funciona tanto como vitrine visual quanto como espaço de construção de identidade e narrativa pessoal, o que torna as recomendações de influenciadores particularmente impactantes para públicos específicos.

Críticas, riscos e impactos sociais

Apesar de admirado por seu crescimento rápido e enorme popularidade, o Instagram enfrenta críticas comuns às grandes plataformas de mídia social. Entre as preocupações recorrentes estão a circulação de conteúdos inadequados, a disseminação de desinformação e a percepção de que a moderação nem sempre é suficiente para proteger usuários de riscos diversos. A combinação de alcance global e facilidade de publicação torna constante o desafio de equilibrar liberdade de expressão, segurança e responsabilidade editorial.

Pesquisas também apontam que o uso intenso do aplicativo pode ter efeitos negativos sobre a saúde mental de adolescentes, em especial na autoestima de meninas. A exposição contínua a imagens idealizadas de corpos, estilos de vida e sucesso material pode reforçar comparações prejudiciais, sentimentos de inadequação e ansiedade. Essas críticas alimentam debates mais amplos sobre o papel das mídias sociais na formação de identidade, nos padrões de beleza e na qualidade das interações humanas no ambiente digital.

Fonte: Britannica

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