×

O que são jogos Hack and Slash? Saiba mais sobre

Imagem do jogo God of War, do PlayStation 2

Os jogos hack and slash continuam evocando uma nostalgia profunda entre os jogadores, especialmente aqueles que cresceram na era do PlayStation 2, marcada por títulos icônicos como God of War, Devil May Cry e Onimusha, que revolucionaram os combates intensos e estilizados. O termo “hack and slash”, que pode ser traduzido como “cortar e golpear”, tem raízes no mundo dos RPGs de mesa, como Dungeons & Dragons, onde foi cunhado em 1980 em um artigo da revista Dragon para descrever campanhas puramente focadas em combates, sem ênfase em narrativas ou desenvolvimento de personagens.

Nos videogames, o gênero hack and slash evoluiu a partir dos beat ‘em ups clássicos, como Final Fight e Golden Axe, consolidando-se como um subgênero de ação e aventura com combates corpo a corpo em tempo real, geralmente envolvendo armas brancas como espadas, e um ritmo acelerado contra múltiplos inimigos. A essência está na ação visceral em massa, onde hordas de adversários invadem a tela, criando uma sensação constante de caos e adrenalina, enquanto a história e os objetivos servem como plano de fundo secundário. Jogos como os do estilo musou, ramificação próxima, amplificam isso com batalhas épicas contra exércitos inteiros.

Evolução do hack and slash ao longo dos anos

A progressão nos hack and slash ganhou camadas ao longo do tempo: de mecânicas simples de “esmagar botões” nos anos iniciais, evoluiu para sistemas profundos com árvores de habilidades, combos elaborados e rankings de estilo que recompensam a execução técnica, como visto em Devil May Cry, Bayonetta e Hi-Fi Rush.

Elementos como looting (coleta e aprimoramento de equipamentos) e desbloqueio de novas técnicas adicionam estratégia, conectando-se a títulos como Diablo e Nioh, onde itens encontrados impactam diretamente o build do personagem. Não restrito ao 3D, o gênero abrange 2D, isométrico ou até realidade virtual, desde que priorize o combate frenético com armas brancas.

As origens do hack and slash nos videogames remontam aos anos 80, com debates sobre pioneiros como The Tower of Druaga (1984), um labirinto estilo Pac-Man com 60 andares cheios de monstros, ou Dragon Slayer (1984), que introduziu combate em tempo real flertando com RPGs de ação. Prince of Persia (1989) e Rush’n Attack são outros candidatos fortes, enquanto Gauntlet (1985) popularizou hordas massivas e multiplayer em dungeon crawlers. Golden Axe, no fim da década, fundiu beat ‘em up com armas brancas, definindo o apelo popular.

Em 1997, Diablo trouxe uma visão isométrica inovadora, com masmorras aleatórias, looting incessante e progressão de habilidades, refinada em Diablo II (2000), influenciando ARPGs modernos. A transição para 3D veio com Getsu Fuma Den (1987), misturando 2D e pseudo-3D, mas Dynasty Warriors 2 (2000) inaugurou o musou com hordas massivas. Devil May Cry (2001), nascido de um protótipo de Resident Evil 4 por Hideki Kamiya, e God of War (2005) elevaram o patamar com combos, rankings de estilo, narrativas cinematográficas, exploração e puzzles, inspirando gerações.

A era moderna viu Bayonetta (2009), de Kamiya na PlatinumGames, com ação excêntrica e personagens únicos, além de Darksiders (2010), que mesclou puzzles, exploração e dungeon crawling em um mundo artisticamente rico. Dante’s Inferno (2010), inspirado na Divina Comédia, entregou ação visceral em resgate épico; Metal Gear Rising: Revengeance (2013) inovou com “Blade Mode” para cortes precisos; NieR: Automata (2017) fundiu RPG com combates leves/pesados em mundo pós-apocalíptico; Devil May Cry V (2019) refinou a fórmula com múltiplos personagens e trilha sonora icônica; Scarlet Nexus (2021) adicionou telecinese; e Hi-Fi Rush (2023) integrou ritmo aos combos.

Apesar do declínio relativo frente a soulslikes mais cadenciados, o hack and slash persiste em hibridizações criativas com ritmo, puzzles e exploração. Estúdios como PlatinumGames mantêm a chama acesa, com Ninja Gaiden 4 lançado em outubro de 2025 para PS5, Xbox e PC, trazendo combates intensos, com novo protagonista Yakumo e mecânicas como Bloodbind Ninjutsu e um mundo caótico em Tóquio transformada pelo Dragão Negro.

Fonte: CanalTech

Publicar comentário