O que são jogos beat ‘em up? Saiba mais sobre
Os jogos beat ‘em up representam uma das experiências mais icônicas dos arcades e consoles clássicos, evocando memórias de fichas inseridas em máquinas e batalhas intensas contra hordas de inimigos. Esses títulos colocam o jogador no controle de personagens que avançam por cenários laterais, utilizando socos, chutes e armas improvisadas para superar ondas de oponentes em uma progressão linear repleta de desafios.
Diferenciando-se de jogos de luta tradicionais, como Street Fighter, os beat ‘em up enfatizam o confronto contra múltiplos adversários simultâneos, frequentemente em temas urbanos de vingança ou combate ao crime, embora também explorem fantasias com dinossauros, ninjas ou super-heróis.
A essência do gênero reside em sua simplicidade acessível, com controles básicos que incluem ataques corpo a corpo, pulos, agarrões e golpes especiais, combinados a power-ups como barras de chocolate ou pizzas que restauram vida e aumentam força. Apesar da repetição inerente, inimigos reciclados e padrões cíclicos de itens, a dificuldade elevada, chefes imponentes e variedade de personagens com estilos únicos mantêm o ritmo frenético e estratégico.
O modo cooperativo, pioneiro em jogos como Double Dragon de 1987, transformou esses títulos em eventos sociais, permitindo que amigos dividissem a tela para enfrentar bandidos ou monstros juntos, um traço que persiste em sucessos modernos como Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, que suporta até quatro jogadores simultâneos.
Como surgiram os jogos beat ‘em up?
Historicamente, o beat ‘em up surgiu inspirado em filmes de kung-fu como Jogo da Morte, de Bruce Lee, e Detonando em Barcelona, culminando no revolucionário Kung-Fu Master de 1985, que introduziu mecânicas de combate em torre com pulos e agachamentos.
Esse jogo não só popularizou o formato side-scrolling, mas influenciou gigantes como Super Mario Bros., Street Fighter e até o arco Red Ribbon de Dragon Ball, graças ao impacto em Shigeru Miyamoto e Takashi Nishiyama. Evoluções como Nekketsu Kõha Kunio-kun (Renegade no Ocidente) adicionaram movimento vertical, enquanto Double Dragon solidificou o cooperativo e cenários urbanos, pavimentando o caminho para clássicos como Final Fight, Streets of Rage, Golden Axe e licenças de HQs como Cadillac and Dinosaurs e Teenage Mutant Ninja Turtles.
Com a transição para o 3D na era PlayStation 2, o gênero sofreu um eclipse parcial, dando lugar a hack-and-slash como God of War e Devil May Cry, que expandiram arenas e combates com armas brancas em mundos maiores. No entanto, franquias como Yakuza (ou Like a Dragon) preservaram a fórmula em ambientes tridimensionais, com Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name, de 2023, exemplificando uma homenagem moderna ao estilo.
Subcategorias emergiram, como belt-scroll (com mobilidade up/down, visto em Streets of Rage), beat ‘em up 3D puro (Fighting Force), hack-and-slash (Shinobi, Bayonetta) e musou (Dynasty Warriors, com 1v1000 em escala épica), diversificando a base sem perder a pancadaria solta e progressão linear.
O renascimento nos anos 2010 veio com a nostalgia retrô e estúdios independentes, impulsionando títulos como Guacamelee!, Streets of Rage 4 e Shredder’s Revenge, que equilibram fidelidade às raízes com inovações como multiplayer online e combos fluidos.
Lançamentos recentes, como Mighty Morphin’ Power Rangers: Rita’s Rewind e Marvel Cosmic Invasion, prometem reviver heróis clássicos, enquanto Double Dragon Revive, previsto para 2025, atualiza o pioneiro com gráficos modernos. Características definidoras incluem desafios ambientais (carros, objetos caindo), similaridade com fighting games mas em hordas, e gameplay intuitivo que atrai novatos e veteranos alike.
Fonte: CanalTech



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