Qual é a primeira série original da Netflix?
Lilyhammer é considerada a primeira série original da Netflix, marcando um momento histórico na transição da plataforma de streaming para produtora de conteúdo exclusivo. Lançada em 6 de fevereiro de 2012, a produção norueguesa-americana antecedeu sucessos como House of Cards e Orange Is the New Black, embora tenha sido parcialmente financiada pela Netflix após uma estreia inicial na TV norueguesa NRK1 em 25 de janeiro do mesmo ano.
Detalhes sobre a série Lilyhammer
A trama gira em torno de Frank “The Fixer” Tagliano, interpretado por Steven Van Zandt, conhecido por seu papel como Silvio Dante em Família Soprano. Após delatar seu chefe mafioso em Nova York, Frank entra no programa de proteção a testemunhas e escolhe se mudar para Lillehammer, na Noruega, ironicamente, a cidade que sediou as Olimpíadas de Inverno de 1994, que ele assistiu pela TV enquanto cumpria pena.
Lá, o gângster durão se depara com um choque cultural hilário, lidando com a pacata vida local, invernos rigorosos e costumes escandinavos, enquanto tenta recomeçar como um cidadão comum, abrindo um bar e se envolvendo romanticamente com uma professora local chamada Sigrid.
Criada pelo duo norueguês Eilif Skodvin e Anne Bjørnstad, Lilyhammer mistura drama policial, comédia e elementos de peixe fora d’água, explorando o contraste entre o submundo violento de Nova York e a serenidade bucólica da Noruega. Van Zandt, que também atuou como cocriador e coprodutor, traz autenticidade ao personagem principal, com seu carisma roqueiro (ele é guitarrista da E Street Band de Bruce Springsteen) e sotaque italiano-americano marcante.
Personagens secundários enriquecem a narrativa, como Torgeir Lien (Trond Fausa Aurvåg), o irmão atrapalhado e leal que vira parceiro de Frank em esquemas locais, e Jan Johansen, o agente de proteção a testemunhas cheio de peculiaridades. A série destaca as paisagens deslumbrantes de Lillehammer, com montanhas nevadas e arquitetura charmosa, que servem como pano de fundo perfeito para o humor e o drama.
O lançamento de Lilyhammer na Netflix foi revolucionário: pela primeira vez, a plataforma disponibilizou todos os oito episódios da primeira temporada de uma só vez para assinantes nos EUA, Canadá, América Latina e, logo depois, Reino Unido e países nórdicos. Isso testou o modelo de “binge-watching” que se tornaria assinatura da Netflix, provando que o público preferia maratonar em vez de esperar episódios semanais.
A estreia na NRK1 já havia sido um sucesso na Noruega, com quase um milhão de espectadores, um quinto da população local, mas a Netflix impulsionou sua visibilidade global, pavimentando o caminho para produções internacionais como La Casa de Papel, Dark e Squid Game.
Netflix cancelou a série após três temporadas
Apesar do impacto pioneiro, Lilyhammer durou apenas três temporadas, encerrando em 17 de dezembro de 2014, com 30 episódios no total. Problemas de financiamento, divergências criativas e desafios logísticos de filmar na Noruega contribuíram para o fim, mas a série deixou um legado duradouro como o marco inicial da era de ouro dos originais Netflix. Críticos elogiaram seu humor afiado, atuações sólidas e trilha sonora eclética, misturando rock clássico com eletrônica local. Hoje, Lilyhammer permanece disponível no catálogo da Netflix em diversos países, pronta para ser redescoberta por fãs de comédias criminais com toques culturais únicos.
Fonte: IGN



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