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Qual foi o primeiro celular lançado com o sistema Android?

Imagem do HTC G1

O HTC G1, também conhecido como HTC Dream fora dos Estados Unidos, marcou a história como o primeiro smartphone comercial com o sistema operacional Android, lançado em parceria com a T-Mobile. Revelado em 23 de setembro de 2008, em Nova York, ele chegou ao mercado americano em 22 de outubro do mesmo ano, por US$ 179 com contrato de dois anos, competindo diretamente com o iPhone 3G da Apple, que custava US$ 199.

Na época, o mundo dos smartphones estava em plena efervescência após o impacto do iPhone original, e o G1 representou a entrada ousada do Google no segmento, com um foco em acessibilidade e abertura para desenvolvedores, contrastando com o ecossistema fechado da Apple.

Como era o primeiro celular com o sistema Android?

O design do HTC G1 priorizava funcionalidade sobre estética chamativa, com dimensões de 117,7 x 55,7 x 17,1 mm e peso de 158 gramas, disponível em preto, branco ou bronze. Seu destaque era a tela capacitiva TFT de 3,2 polegadas com resolução 320×480 pixels (densidade de cerca de 180 ppi), que ocupava aproximadamente 46,5% da frente do aparelho, uma proporção modesta para os padrões atuais, mas revolucionária em 2008.

Foto: Wikipédia/Reprodução

Abaixo dela, um teclado QWERTY deslizante oferecia digitação confortável para quem preferia teclas físicas, complementado por um trackball central para navegação, um recurso nostálgico que remete aos BlackBerrys da era. O “queixo” curvo na parte inferior dava um ar robusto, com construção em plástico sólido, embora menos premium que o vidro e metal do iPhone. Recursos como acelerômetro e bússola adicionavam toques modernos, mas a ausência de jack 3,5 mm e flash na câmera eram limitações evidentes.

No coração do aparelho estava o chipset Qualcomm MSM7201A com processador ARM 11 de 528 MHz, 192 MB de RAM e 256 MB de armazenamento interno, expansível via microSD até 16 GB, especificações humildes hoje, mas suficientes para rodar o Android 1.0 (atualizável até 1.6 Donut). A bateria Li-Ion removível de 1150 mAh prometia até 406 horas em standby e 5h20min de conversação em 3G, embora o uso intensivo de GPS ou navegação web a esgotasse rapidamente.

Sua conectividade incluía GSM quad-band, HSDPA 7.2/2 Mbps (3G em 1700/2100 MHz na versão americana), Wi-Fi 802.11 b/g, Bluetooth 2.0 (A2DP apenas para headsets), GPS e miniUSB, sem rádio FM ou suporte nativo a vídeo na câmera traseira de 3.15 MP com autofoco (resolução máxima 2048×1536). O browser baseado em WebKit lidava com HTML básico e Flash, e recursos como sincronização de Gmail, Google Maps com Street View, YouTube e Google Talk integravam o ecossistema Google de forma pioneira, incluindo notificações por pull-down e copy-paste, algo que o iPhone 3G ainda não tinha.

O lançamento do G1 foi um marco cultural e tecnológico, vendendo 1 milhão de unidades em seis meses e pavimentando o caminho para o Android dominar o mercado mobile. Christopher Schläffer, Chief Product Officer da T-Mobile, celebrou a parceria com Google e HTC, enquanto Peter Chou, CEO da HTC, enfatizou como o aparelho mudaria a interação com telefones.

Apesar de críticas ao trackball impreciso, lentidão ocasional do Android 1.0 e catálogo inicial de apenas 50 apps no Android Market (futuro Google Play), ele democratizou o acesso a smartphones abertos, incentivando desenvolvedores e estabelecendo bases para inovações como apps personalizados e multitarefa.

Fonte: Techeblog

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