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Quando o League of Legends foi lançado? Conheça a história

League of Legends

O League of Legends é um dos jogos eletrônicos mais populares do planeta. Trata-se de um MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) gratuito, desenvolvido pela Riot Games, que desde seu lançamento, em 2009, tornou-se uma referência no gênero. O título se destacou por oferecer mecânicas acessíveis, um elenco extenso de campeões com identidades próprias e uma das maiores cenas competitivas da história dos esportes eletrônicos.

Origem de League of Legends

O League of Legends teve origem a partir da inspiração no mod Defense of the Ancients (DotA), criado para Warcraft III. Os desenvolvedores Steve “Guinsoo” Feak e Steve “Pendragon” Mescon se uniram aos fundadores da Riot Games, Brandon Beck e Marc Merrill, para dar forma ao projeto. O jogo foi anunciado oficialmente em outubro de 2008, entrou em beta fechado em abril de 2009 e teve seu lançamento oficial em 27 de outubro do mesmo ano, inicialmente para Windows. O suporte ao macOS foi incorporado em 2013.

No lançamento, o jogo contava com 40 campeões jogáveis. Ao longo dos anos, esse número cresceu de forma contínua, ultrapassando a marca de 170 personagens até 2025. A Riot Games mantém um ciclo constante de atualizações quinzenais, conhecidas como patches, responsáveis por ajustes de balanceamento, mudanças no meta competitivo, correções técnicas e adições visuais.

Com o passar do tempo, o universo de League of Legends foi expandido para além do jogo principal. Surgiram spin-offs como Teamfight Tactics, no formato auto-battler; Legends of Runeterra, um card game; Wild Rift, versão mobile do MOBA; além de experiências single-player como Ruined King. A franquia também alcançou o audiovisual com a série animada Arcane, produzida pela Netflix. Em 2025, a Riot anunciou planos para o projeto conhecido como “League Next”, que prevê uma reformulação visual, um novo cliente e maior foco na experiência de jogadores iniciantes.

Jogabilidade principal

O principal modo de jogo acontece no mapa Summoner’s Rift, onde duas equipes de cinco jogadores competem com o objetivo de destruir o Nexus adversário. Para alcançar essa meta, é necessário superar estruturas defensivas como torres e inibidores, além de lidar com ondas constantes de minions.

Cada jogador controla um campeão dotado de habilidades únicas, geralmente compostas por quatro habilidades básicas e uma habilidade suprema. Os campeões evoluem até o nível 18 por meio da obtenção de experiência adquirida ao eliminar minions, monstros da selva, campeões inimigos ou estruturas. O ouro, por sua vez, é obtido passivamente ou por meio do chamado last hit e é utilizado para a compra de itens que aprimoram atributos como dano, armadura, resistência mágica e velocidade.

O mapa é dividido em três rotas principais: topo, meio e inferior, além da selva, onde estão localizados monstros neutros. Entre eles, destacam-se os Dragões, que concedem bônus permanentes à equipe, e o Baron Nashor, responsável por fortalecer minions e pressionar o mapa. Convenções estratégicas definiram funções específicas, como top laner, mid laner, jungler, atirador (ADC) e suporte.

Modos de jogo

O modo Clássico, disputado no Summoner’s Rift, permite partidas 5v5 em formatos como blind pick ou draft, com o ranqueado sendo liberado a partir do nível 30 da conta. Já o ARAM, jogado no mapa Howling Abyss, apresenta confrontos 5v5 em uma única rota, com campeões aleatórios e foco em lutas constantes.

Outro destaque é o Teamfight Tactics, um modo independente no qual até oito jogadores competem em batalhas automáticas utilizando unidades inspiradas nos campeões de League of Legends. O jogo também oferece opções como partidas cooperativas contra a IA, jogos personalizados, ferramenta de treino e modos rotativos, incluindo Arena e One For All.

As filas disponíveis abrangem partidas normais, ranqueadas (que vão do Ferro ao Challenger), Clash, que funciona como um torneio entre equipes organizadas, além de eventos sazonais.

Campeões e customização

Com mais de 170 campeões disponíveis, o jogo oferece personagens classificados em funções como tanque, lutador, mago, atirador e suporte, embora muitos apresentem estilos híbridos. No lançamento do jogo, foram disponibilizados os seguintes campeões:

  • Alistar
  • Amumu
  • Anivia
  • Annie
  • Ashe
  • Blitzcrank
  • Cho’Gath
  • Corki
  • Dr. Mundo
  • Evelynn
  • Fiddlesticks
  • Gangplank
  • Heimerdinger
  • Janna
  • Jax
  • Karthus
  • Kassadin
  • Katarina
  • Kayle
  • Malphite
  • Master Yi
  • Morgana
  • Nasus
  • Nunu
  • Rammus
  • Ryze
  • Shaco
  • Singed
  • Sion
  • Sivir
  • Soraka
  • Taric
  • Teemo
  • Twisted Fate
  • Twitch
  • Tristana
  • Tryndamere
  • Veigar
  • Warwick
  • Zilean

Semanalmente, 14 campeões ficam disponíveis gratuitamente por meio de rotação. Os demais podem ser desbloqueados utilizando Blue Essence, obtida ao subir o nível da conta, ou Riot Points (RP), adquiridos com dinheiro real. Runas e feitiços de invocador, como Flash e Ignite, permitem personalizar o estilo de jogo. As skins, que variam desde opções padrão até edições premium e de prestígio, têm caráter exclusivamente cosmético e não interferem na competitividade.

Economia e progressão em League of Legends

O League of Legends adota o modelo free-to-play, com monetização baseada principalmente na venda de itens cosméticos, como skins, emotes, ícones e passes de eventos. Uma parcela reduzida de jogadores, conhecida como whales, é responsável pela maior parte da receita. Sistemas de recompensas como baús Hextech já foram alvo de críticas por se assemelharem a mecânicas de gacha.

A progressão do jogador ocorre tanto pelo aumento do nível da conta quanto pelo desempenho em partidas ranqueadas, que utilizam o sistema de Pontos de Liga (LP), com promoções e rebaixamentos entre divisões.

Cenário competitivo

O League of Legends é considerado o maior esport eletrônico do mundo. O cenário competitivo é estruturado em ligas regionais como LCK, LEC, LPL e LCS, culminando no Campeonato Mundial anual, conhecido como Worlds. As edições de 2019 e 2020 ultrapassaram a marca de 100 milhões de espectadores únicos, com picos superiores a 44 milhões de visualizações simultâneas.

As premiações movimentam milhões de dólares, e jogadores como Faker se tornaram ícones globais, com salários anuais superiores a um milhão de dólares. As competições são transmitidas por plataformas como Twitch, YouTube, ESPN e Bilibili.

Recepção e impacto cultural de League of Legends

O jogo mantém média de 78/100 no Metacritic, sendo elogiado por sua acessibilidade e alto fator de rejogabilidade. Por outro lado, é frequentemente criticado pela toxicidade da comunidade, com uma parcela significativa dos jogadores relatando experiências de assédio. A Riot implementou sistemas como Honor e ferramentas de denúncia para mitigar o problema, embora o comportamento tóxico ainda seja recorrente.

Fora do jogo, a franquia impactou a cultura pop com projetos musicais de sucesso, como K/DA, Pentakill e True Damage. A série Arcane conquistou prêmios Emmy e ajudou a expandir o universo narrativo de Runeterra, que desde 2014 deixou de ter a figura dos invocadores como elemento central da lore.

Atualizações e futuro do jogo

O desenvolvimento contínuo de League of Legends é sustentado por atualizações regulares que ajustam o meta e introduzem novos conteúdos. Desde 2023, o jogo passou a contar com o sistema anti-cheat Vanguard. Em 2026, a Riot Games mantém o foco em melhorar a acessibilidade para novos jogadores, ao mesmo tempo em que desenvolve projetos paralelos, como um MMORPG ambientado em Runeterra e o jogo de luta 2XKO.

Mesmo após mais de uma década de existência, League of Legends segue como um dos principais pilares do gênero MOBA, reunindo milhões de jogadores ativos simultaneamente em seus momentos de pico.

Fonte: League of Legends Wiki

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